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Governança corporativa para uso ético da Inteligência Artificial nas empresas

Publicado em: 30/07/25

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A adoção de Inteligência Artificial (IA) pelas empresas traz ganhos em eficiência, redução de custos e competitividade. No entanto, também gera novos riscos jurídicos, éticos e reputacionais, que precisam ser gerenciados dentro de uma estrutura de governança corporativa sólida.


🔗 Leia também: IA nas empresas: riscos jurídicos e compliance regulatório


A governança aplicada à IA visa estabelecer políticas, processos e responsabilidades para garantir que a tecnologia seja utilizada de forma transparente, ética e em conformidade com a legislação, especialmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as futuras normas específicas sobre IA.


Por que a governança de IA é essencial?


Empresas que utilizam IA assumem riscos de responsabilidade civil, trabalhista, penal e administrativa quando decisões automatizadas causam danos a clientes, fornecedores, empregados ou à sociedade.


Além disso, com o avanço das regulamentações sobre IA no Brasil (PL 2338/2023) e no exterior (AI Act da União Europeia), empresas que não se prepararem podem enfrentar sanções, perda de credibilidade e ações judiciais.


Princípios da governança de IA


Para que o uso da IA seja ético e seguro, a governança deve estar baseada em três pilares principais:


1. Transparência


As empresas devem informar claramente quando decisões são tomadas com apoio de IA, permitindo que consumidores e titulares de dados compreendam e questionem tais decisões.


2. Responsabilidade


Deve ser definida quem responde por falhas da IA, tanto no âmbito técnico (fornecedores) quanto estratégico (administradores e gestores).


3. Conformidade regulatória


É necessário garantir que o uso da IA respeite a LGPD, o Código de Defesa do Consumidor, as normas trabalhistas e futuras regulamentações sobre IA.


Como implementar a governança de IA na empresa?


a) Criação de políticas internas de uso de IA, com regras sobre responsabilidade, transparência e limites da tecnologia;

b) Mapeamento de riscos jurídicos e éticos, avaliando impactos de decisões automatizadas em consumidores, trabalhadores e terceiros;

c) Auditoria contínua de algoritmos, para evitar vieses discriminatórios ou falhas graves;

d) Treinamento das equipes de gestão e tecnologia, garantindo uso consciente da IA;

e) Supervisão do conselho de administração ou sócios, integrando a IA ao sistema de governança corporativa.


Benefícios de uma governança responsável


- Redução de riscos jurídicos e reputacionais;

- Maior segurança para sócios e administradores;

- Conformidade com a LGPD e com futuras legislações;

- Fortalecimento da imagem da empresa junto a clientes e investidores.


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⚖️ A Teixeira Filho Advogados assessora empresas na implementação de políticas de governança e compliance voltadas ao uso ético e seguro da Inteligência Artificial, garantindo segurança jurídica e conformidade com a LGPD e demais normas aplicáveis.


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